A melhor maneira de conhecer um lugar, uma cultura e um povo é frequentar os lugares que os moradores do local frequentam, comer o que eles comem, passear por onde eles passeiam, fazer o que eles fazem. Durante minha temporada em Madri, em 2008, tive sorte de "pegar" vários momentos históricos para os espanhóis. Um deles foi a reeleição do primeiro-ministro José Luís Rodríguez Zapatero. Estava realmente torcendo por ele, pois o outro candidato, Mariano Rajoy, era um direitista conservador que, exageros à parte, queria expulsar da Espanha todos os imigrantes.
Em um domingo à noite, dia da eleição, saiu a confirmação da vitória de Zapatero. Era quase meia-noite quando a TV local começou a transmitir as comemorações. Eu e meus companheiros de piso, uma brasileira e um chileno, não pensamos duas vezes, nos agasalhamos (estava no auge do inverno) e saímos andando, por quase meia hora, até o local da festa. Não tivemos a oportunidade de ver Zapatero pessoalmente, mas o que vimos valeu à pena: um povo extravasando sua alegria, empunhando bandeiras do partido (PSOE) e da Espanha, cantando hinos que nos faziam arrepiar e compreender melhor a importância daquele momento histórico para eles.
Outro momento importante foi a vitória da seleção espanhola de futebol na Copa Europa. Assisti à final em um bar lotado de espanhóis, que, a cada lance, gritavam feito loucos e jogavam cerveja pro alto. Após o jogo, saímos percorrendo as ruas do Centro de Madri. A alegria que vimos era realmente contagiante. Buzinaços, gente tomando banho nas fontes de água, uma multidão gritando e balançando a bandeira espanhola, andando pra cá e pra lá, sem rumo. Durante muito tempo, o refrão "Yo soy español, español, español!" ficou na minha cabeça.
Outra boa dica para viver a cultura local é frequentar as festas de bairro, geralmente em homenagem a algum santo. Em Lavapiés, bairro famoso por seus bares e também por ser um reduto de imigrantes, acontece em agosto uma grande festa que dura aproximadamente uns quatro dias. Tem bandinhas na rua, barracas de comidas típicas, bingos, enfim, você se sente em uma cidade do interior, no meio de uma quermesse.
Agora, se você não mora em Madri nem vai ter a oportunidade de viver um desses momentos históricos - até porque eleição só acontece a cada quatro anos, sugiro que você saia um pouco do roteiro Sol/Gran Vía e faça um passeio por Lavapiés e La Latina, região repleta de bares, com muita gente - espanhóis ou imigrantes, mas poucos turistas - andando nas ruas até o amanhecer. Independente da cidade que você esteja visitando, converse com os nativos, pergunte o que eles fazem nas horas livres, quais lugares frequentam e vá, aventure-se. Vale a pena.
Posto aqui alguns desses momentos tão inesquecíveis.
Em um domingo à noite, dia da eleição, saiu a confirmação da vitória de Zapatero. Era quase meia-noite quando a TV local começou a transmitir as comemorações. Eu e meus companheiros de piso, uma brasileira e um chileno, não pensamos duas vezes, nos agasalhamos (estava no auge do inverno) e saímos andando, por quase meia hora, até o local da festa. Não tivemos a oportunidade de ver Zapatero pessoalmente, mas o que vimos valeu à pena: um povo extravasando sua alegria, empunhando bandeiras do partido (PSOE) e da Espanha, cantando hinos que nos faziam arrepiar e compreender melhor a importância daquele momento histórico para eles.
Outro momento importante foi a vitória da seleção espanhola de futebol na Copa Europa. Assisti à final em um bar lotado de espanhóis, que, a cada lance, gritavam feito loucos e jogavam cerveja pro alto. Após o jogo, saímos percorrendo as ruas do Centro de Madri. A alegria que vimos era realmente contagiante. Buzinaços, gente tomando banho nas fontes de água, uma multidão gritando e balançando a bandeira espanhola, andando pra cá e pra lá, sem rumo. Durante muito tempo, o refrão "Yo soy español, español, español!" ficou na minha cabeça.
Outra boa dica para viver a cultura local é frequentar as festas de bairro, geralmente em homenagem a algum santo. Em Lavapiés, bairro famoso por seus bares e também por ser um reduto de imigrantes, acontece em agosto uma grande festa que dura aproximadamente uns quatro dias. Tem bandinhas na rua, barracas de comidas típicas, bingos, enfim, você se sente em uma cidade do interior, no meio de uma quermesse.
Agora, se você não mora em Madri nem vai ter a oportunidade de viver um desses momentos históricos - até porque eleição só acontece a cada quatro anos, sugiro que você saia um pouco do roteiro Sol/Gran Vía e faça um passeio por Lavapiés e La Latina, região repleta de bares, com muita gente - espanhóis ou imigrantes, mas poucos turistas - andando nas ruas até o amanhecer. Independente da cidade que você esteja visitando, converse com os nativos, pergunte o que eles fazem nas horas livres, quais lugares frequentam e vá, aventure-se. Vale a pena.
Posto aqui alguns desses momentos tão inesquecíveis.
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